A quem servem suas ideias?


A vida é feita de mudanças. A vida, ela mesma, é um permanente desequilíbrio entre o que se é e o que se pode (ou se necessita) ser. Por isso, somos exigidos continuamente a enfrentar e experimentar transformações.

Isso ocorre tanto nos aspectos pessoais, individuais quanto nas questões coletivas, sociais. Na verdade, motivações internas e externas se retroalimentam permanentemente: fatores internos mobilizam ações externas; estímulos externos moldam padrões internos. Agora, em qualquer direção, as mudanças têm a ver com a relação de identidade, com o sentimento de pertencimento ou com o desejo de reorientação. Até aí, ok. É a dinâmica da vida.

O problema está quando a mudança a que nos submetemos tem mais a ver com estímulos externos que se utilizam como expediente de convencimento a lavagem cerebral e o condicionamento. Por isso, vale a pena sempre se questionar sobre de onde vêm as ideias que pensamos, de quem são os interesses que defendemos, a quem servem as verdades pelas quais nos posicionamos.

Não se trata apenas de saber quem é que ganha e quem é que perde. Afinal, às vezes, somos capazes de defender ideias nas quais saímos perdendo pessoalmente em nome do ganho da coletividade; como há casos em que ocorre exatamente o contrário (altruísmo versus egoísmo).

O que está em jogo é se pensamos com a própria cabeça ou se fomos transformados em massa de manobra. Se há alguém pensando em nosso lugar e apenas nos dando força para replicar o que lhe interessa.

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