OS DRAMAS HUMANOS E AS FAKE NEWS


Semana passada, tivemos uma notícia muito triste em Nova Friburgo. Num acidente de carro, mãe e filha faleceram; o pai foi hospitalizado depois de horas preso nas ferragens.

Esses episódios inesperados e tristes acabam por nos fazer pensar sobre a vida e seu sentido.

Para uns, em determinadas situações, a dor é de tal forma absurda que a reação é de desesperança e revolta.

Para outros, pode ser um impulso de reflexão sobre o sentido da vida. Pode, inclusive, ser energia para reorientar a caminhada.

Mas há uma reflexão que sempre emerge a proposto do uso das redes sociais: como usamos esses espaços virtuais e essas ferramentas?

Afinal, nunca tivemos tanta informação disponível em tão curto espaço de tempo. Nossa geração tem acesso a uma verdadeira revolução tecnológica. E há muito ainda a aprender com os desdobramentos desses novos modelos de comunicação.

No caso em questão, por exemplo, de início, houve publicações sobre o desaparecimento da família. Saíram do Rio, mas não chegaram a casa.

Que coisa poderosa pode ser a tecnologia nesse mutirão em busca de informações! Isso é um ganho substancial. A disseminação rápida de dados é impressionante. E pode ajudar muito em situações de crise e de emergência.

Depois, lamentavelmente, chegaram pelas redes e aplicativos de mensagens as notícias sobre o acidente, sobre o resgate e muita a confusão em torno dos óbitos.

Houve, infelizmente, muito desencontro e informações não confirmadas.

Não creio, sinceramente, que, nesse episódio, alguém tenha escrito informação truncada ou equivocada simplesmente para gerar confusão. Mas fico pensado na angústia dos familiares nesse turbilhão de informação e desinformação. Pensando no quanto mais de dor que essa violência (em que se torna a informação errada) pode gerar.

Nesses casos é que se percebe, mesmo com tantos recursos, que o que faz a diferença, ainda, é a postura humana. Tem mais a ver com quem usa as redes do que com as redes mesmas.

E, por isso mesmo, é tão importante ter cautela e zelo no compartilhamento das informações e das ideias. Pensar que há sempre um leitor em quem, de alguma forma, as informações promoverão algum impacto.

Isso tem nome: empatia.

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Para além desse caso em particular, as redes sociais têm se revelado espaços muito propícios para a difusão de notícias arbitrariamente falsas.

As chamadas fake news são um problema sério com repercussões em escala planetária. Já há esforços hercúleos na tentativa de compreensão e controle da questão.

“Fake news" são notícias construídas para enganar o público e que, ao mesmo tempo, atendem a algum interesse escuso – político ou monetário, por exemplo.

Umas são visivelmente ridículas; facilmente detectáveis e que não ganham lastro nem popularidade. Outras, todavia, preocupam: se disseminam como verdade e têm um poder de convencimento assustador. Funcionam como “formação de opinião”.

Mais sério ainda é saber que há robôs e computadores especificamente programados para interagir nas redes e pulverizar em escala industrial informações com intenções bem específicas - desde vender um produto até desmoralizar a imagem de um candidato, por exemplo.

Também nesses casos o que está em pauta é a postura do usuário. Há aspectos psicológicos envolvidos na medida em que leitores menos experientes tendem a tomar o que leem como verdades universais. E há aspectos sociológicos também contemplados, na medida em que as pessoas tendem a reagir conforme as massas se posicionam diante de uma informação - o tal “efeito manada”.

Não vale a pena o esforço para categorizar as notícias entre "reais" e "falsas". Afinal, as fake news comumente usam do expediente de mesclar fatos e inverdades numa mesma narrativa.

A chave, talvez, seja mais consciência crítica, na internet e na vida.

#fakenews #ricardolengruber

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