TEOLOGIA: Atualizar e Revelar


Uma definição já clássica de Teologia é "atualização da Revelação". Parte-se da ideia de que há um conjunto de palavras divinas reveladas ao ser humano. Como são circunscritas ao contexto histórico-cultural em que surgiram, essas palavras precisam ser traduzidas para o ser humano de hoje. Nesse sentido, sem fé é impossível fazer teologia. Há, por princípio, fé numa revelação. Os judeus com a Tanach, os cristãos com a Bíblia e os muçulmanos com o Corão, por exemplo. Há, por trás dessa definição, também, fé na realidade, na atualidade. Uma visão da vida sob a perspectiva de sua sacralidade. E, com isso, a exigência de enxergá-la sob a lógica de uma revelação. Nessa esteira, a Teologia funciona também como uma espécie de "apocalipse da atualidade". Noutros termos, "revelação da atualidade". Um esforço dialógico com as ciências humanas e sociais, por exemplo, para compreender e desvendar a atualidade. A ideia de "mito" (narrativa) diz muito sobre esses dois movimentos teológicos. A compreensão da revelação e da atualidade sob a lógica da narrativa. Compreendê-las, ambas, como resultado de muitas vozes forçando hegemonia ou simplesmente reclamando espaço. Não que seja possível "demitologizar" a revelação ou a atualidade, mas que é necessário compreendê-las como "mito", isso é. A agenda que se põe é a de denunciar as vozes que forçam hegemonia, anunciar as que reclamam espaço e lutar com todas as forças contra os ídolos que exigem status divino quando não passam de artimanhas da morte (em todos os seus sentidos e formas).

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