Nova Friburgo Alfabetizada


Que presente Nova Friburgo quer ganhar nos seus 200 anos?

Há quem entenda Educação apenas como caminho e não linha de chegada; apenas como meio para se atingir um fim. É claro que há sim essa dimensão no saber: ferramenta, meio para se atingir algo para além dele. Trata-se do aspecto instrumental do conhecimento.

Por outro lado, todavia, o conhecimento é fim nele mesmo, na medida em que torna aquele que busca conhecimento uma espécie de desbravador da realidade e de si mesmo. O saber exige esses dois movimentos: para fora e para dentro. E é exatamente o movimento para dentro (que supõe Ética e Compromisso) que determina os Valores do que se faz para fora.

De um lado, saber como ferramenta (meio); de outro, como brinquedo (fim).

Restringir o trabalho educacional ao aspecto exclusivamente instrumental é reducionismo. Além de preparar mal (mesmo na concepção tecnicista da Educação, porque os saberes estão em permanente transformação), a escola perde a chance de empreender sua grande missão que é cooperar na construção de uma sociedade mais humanizada.

Considerar as pessoas apenas como ferramentas de trabalho, sob a lógica apenas econômica é, além de opressivo, um tiro no pé. O século XXI tem outro paradigma sendo engendrado. E ele não passa pela mão de obra sustentada apenas pelo trabalho humano. As tecnologias de inteligência artificial e robotização reorganizarão tudo. E, nesse cenário, que terá sim mil novos problemas, o saber precisará ser cada vez mais humanista, exatamente para incluir os que as máquinas excluirão. Teremos que pensar nas pessoas não como meios e sim como fim. O humanismo precisará ressurgir.

Preparar, profissionalizar, capacitar são tarefas cotidianas das escolas e universidades, sim. Mas são aspectos. Maior que isso é a agenda permanente da Educação: humanizar.

Há, porém, demandas anteriores a tudo isso que nos envergonham como sociedade, como civilização. A questão do analfabetismo é um desastre.

O Brasil ainda tem 12,9 milhões de analfabetos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de analfabetos vem caindo na última década, mas o recuo é lento. Em 2005, 11,1% das pessoas com mais de 15 anos não sabiam ler e escrever. Dez anos depois, essa proporção caiu para 8%.Em Nova Friburgo, são mais de sete mil pessoas nessas condições.

Esses são dados de analfabetismo pleno. Pessoas que não conseguem ler (decodificar) sinais básicos do idioma.

Além desses, há um número alarmante no quadro de analfabetismo funcional, isto é, com incapacidade para compreender as ideias explícitas e implícitas de um texto e emitir um juízo crítico sobre as mesmas. Ou seja, o analfabeto funcional consegue pronunciar e descodificar as palavras escritas, mas é incapaz de as aplicar na prática nem de as compreender.

E sem falar no conceito de analfabetismo digital, que se refere às pessoas que não possuem os conhecimentos necessários para interagir com as novas tecnologias (como é o caso da Internet).

Está aqui um desafio que podíamos assumir como cidade na proximidade das comemorações de seus 200 anos: Educação.

Visite o site novafriburgoalfabetizada.org e seja um parceiro.

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