A cidade que queremos


Não é novidade para ninguém que nossa cidade vive tempos difíceis. Aliás, nosso país vive um momento ímpar.

De um lado, o empobrecimento generalizado. A renda média diminui e a economia do município anda para trás. De outro, a ineficiência que compromete os serviços públicos básicos e não dá boas perspectivas para o futuro. Nova Friburgo está muito mal administrada. Há pouco profissionalismo. Não há amor pela cidade

Se permanecermos quietos, a tendência é só piorar. Cada vez menos gente se interessa por política; menos pessoas de bem se entregam a difícil tarefa de trabalhar democraticamente por uma cidade melhor. E aí, sobra “mais do mesmo”. Mas, para agir, o que fazer?

Primeiro, precisamos entender o que está acontecendo. Porque chegamos até aqui? Onde foi que erramos? Entender o passado ajuda a encontrar as soluções e, especialmente, ajuda a proteger a cidade de erros semelhantes no presente. Já passou da hora de ficarmos fazendo aventuras políticas. Não adianta: salvadores da pátria não existem. Olhar para trás ajuda a identificar esses equívocos e auxilia na tomada de decisão.

Segundo, é importante que analisemos nossas chances atuais. Afinal, no que é que temos que investir? Quais são nossas oportunidades? No que é que devemos dedicar nossa energia? Se é verdade que não existe salvação mágica, é verdade também que não existem planos e promessas capazes de nos tirar do buraco de forma imediata. É imprescindível fazer escolhas criativas e dar chance para quem sempre ficou do lado esquecido da História. Friburgo só levantará se seus trabalhadores inominados forem os protagonistas.

Não adianta achar isso ou aquilo; é preciso ouvir as pessoas; todas as pessoas. Não é democrático achar que se tem a solução nas cabeças iluminadas de uns poucos. É preciso analisar os números; olhar os cenários; compreender os potenciais; avistar as oportunidades e fazer escolhas. Escolhas que privilegiem os pequenos – porque eles são o motor da História. Poder público que se preze tem que governar para todos, mas deve priorizar os esquecidos de sempre.

Nova Friburgo merece uma pesquisa de mercado bem feita. Trabalho de profissionais sem interesses eleitorais. Um esforço conjunto de governo e sociedade. Uma análise que nos ajude a identificar e privilegiar o trabalhador, o pequeno empreendedor, o cidadão que sustenta a sociedade.

Por fim, muito importante, é um planejamento de longo prazo. Olhar lá na frente. Sonhar com a cidade que precisamos e traçar o caminho para chegar lá. Sem planejamento, não se faz nada direito. Perde-se tempo e trabalho e corre-se o risco de se perder pelo caminho. Planejar é dar consistências aos sonhos. É compreender que as estrelas, apesar de distantes e aparentemente inatingíveis, servem como guias para trilarmos nosso caminho para o infinito.

Não quero ser reducionista nem pessimista. Ao contrário. As crises são oportunidades. Por isso, é a hora certa de virarmos o jogo. E as palavras de ordem hoje são: olhar par trás, entender; olhar para o agora, identificar; olhar para frente, planejar.

Texto publicado originalmente em: http://www.forumseculo21.com.br/materias488,a-cidade-que-queremos.html (22/06/2016)

#políticaspúblicas #política #democracia #cidade #ricardolengruber

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