EDUCAÇÃO: Profissionalização x Humanização


Vi agora um comercial de TV sobre Educação. O argumento inicial do texto era: "Desde cedo, aprendemos que educação é caminho e não linha de chegada; e que só o conhecimento transforma sonhos em realidade."

É claro que há sim essa dimensão no saber: ferramenta, meio para se atingir algo para além dele. Trata-se do aspecto instrumental do conhecimento.

Por outro lado, todavia, o conhecimento é fim nele mesmo, na medida em que torna aquele que busca conhecimento uma espécie de desbravador da realidade e de si mesmo. O saber exige esses dois movimentos: para fora e para dentro. E é exatamente o movimento para dentro (que supõe Ética e Compromisso) que determina os Valores do que se faz para fora.

De um lado, saber como ferramenta (meio); de outro, como brinquedo (fim).

Restringir o trabalho de uma escola ao aspecto exclusivamente instrumental é reducionismo. Além de preparar mal (mesmo na concepção tecnicista da Educação, porque os saberes estão em permanente transformação), a escola perde a chance de empreender sua grande missão que é cooperar na construção de uma sociedade mais humanizada.

Considerar as pessoas apenas como ferramentas de trabalho, sob a lógica apenas econômica é, além de opressivo, um baita tiro no pé. O Século XXI tem outro paradigma sendo engendrado. E ele não passa pelo mão de obra sustentada apenas pelo trabalho humano. As tecnologias de inteligência artificial e robotização reorganizarão tudo. E, nesse cenário, que terá sim mil novos problemas, o saber precisará ser cada vez mais humanista, exatamente para incluir os que as máquinas excluirão.

Preparar, profissionalizar, capacitar são tarefas cotidianas das escolas e universidades, sim. Mas são aspectos. Maior que isso é a agenda permanente da Educação: humanizar.

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