Na atual situação pela qual passa o país (o mundo, na verdade), a gente tem a tendência de se sentir perdido. Porque, de fato, há poucos referenciais seguros que nos indiquem com alguma segurança o caminho.

 

Quem não está confuso está, seguramente, mal informado.

 

Mas todo mundo, em alguma medida, possui elementos básicos em sua formação existencial que orientam seus posicionamentos. E é nesse cantinho secreto que somente nós conhecemos (ainda que parcialmente), chamado Eu, que mora o grande conselheiro para a caminhada.

 

Se, na crise, minha tendência é ceder em meus valores considerados, até então, fundamentais, é porque esses valores são relativos; e se, na relatividade desses valores, começo a relativizar também as pessoas e seus direitos, é porque meus valores são, na verdade, anti-valores. Para um humanista, é o ser humano – o Eu e o Tu – o centro das questões.

 

Toda vez que (o direito de) uma pessoa é ameaçada, é a humanidade toda que está sob risco. Isso me ajuda – a mim, ao menos – fazer escolhas, assumir posturas, tomar decisões.

 

 

__________

(*) Ricardo Lengruber é professor. Doutor pela PUC Rio, tem livros e artigos publicados nas áreas de Educação, Religião e Políticas Públicas. Foi Secretário de Educação em Nova Friburgo, presidente da ABIB e é membro da Academia Friburguense de Letras. Visite www.ricardolengruber.com

 

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