Sobre o medo, a autonomia e o pertencimento

A gente vive a vida numa tensão permanente entre independência e pertencimento. Não que haja contradição nisso. Na verdade, o que há é uma constante busca por pertencimento - no sentido de que a gente está sempre a procura de identidades e reciprocidades. E está sempre também em busca de um lugar interior para chamar de eu. O problema aparece quando se vive a dimensão do pertencimento por oportunismo. Quando se vive num grupo mais por conta da conveniência e não necessariamente pela comunhão de princípios e ideias. Ou aparece quando se vive uma interioridade tão excludente que corrompe a identidade e fortalece o egoísmo. Cada pessoa é um universo próprio e, ao mesmo tempo, habitante

O Meio e a Mensagem

Insisto na tese de que “a forma” de que se diz é tão importante quanto “aquilo” que se está dizendo. Aliás, mais do que isso: o meio faz parte da mensagem. A ideia de que o meio “é” a mensagem foi defendida por Marshall McLuhan - educador, intelectual e filósofo canadense, que viveu entre 1911 e 1980. Uma tese, inclusive, que nunca fez tanto sentido e esteve tão atual. Pare ele, o meio não é um simples canal de passagem do conteúdo, mero veículo de transmissão da mensagem. O meio, a forma são elementos determinantes da comunicação. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Ruim porque, sabendo-se usar bem as palavras e as ideias, pode-se vender gato por lebre facilmente. Uma razoável parcela de “ver

Imprensa e tribalismo: o jeito moderno de permanecer primitivo.

É lugar comum que o ser humano seja um ser racional. E que é sua inteligência argumentativa que o torna singular. Mas é curiosa a diferença de sensação que temos diante de uma história contada ou de uma explicação dada, por exemplo. Amamos as histórias e seus enredos. Mas nos cansamos muito rapidamente com teorias e argumentos. Somos capazes de ler, ver ou ouvir uma história repetidas vezes. Às vezes, a vida inteira. O mesmo não ocorre com argumentos e teorias. A vida é percebida e orientada por narrativas. Mesmo sem perceber, é contando e ouvindo histórias que caminhamos, que direcionamos, que atribuímos sentido às coisas. Talvez por nossa herança tribal, as histórias contadas e recontada

Por que reprovar não é solução

Há uma decisão do governo municipal em Nova Friburgo de passar a poder reprovar estudantes já no 2º ano do Ensino Fundamental. Os argumentos básicos são os de que a nova BNCC recomenda a alfabetização até essa etapa, que há um clamor de professores sobre isso e de que essa medida promoveria maior aprendizagem. Diante da proposta, valem reflexões a respeito. Há uma memória saudosista no imaginário brasileiro: a boa escola é a escola que reprova. O professor que com mais rigor cobra de seus alunos e que mais reprova é tido como aquele que melhor ensina. Mas isso não é verdade. Uma boa escola, um bom professor, um bom modelo de Educação são aqueles com os quais os estudantes efetivamente aprend

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