Intervenção no Rio: manobra de profissionais

Não há dúvidas de que a situação da segurança pública no Brasil (no Rio, em particular) é gravíssima. Aliás, a situação é de insegurança; o quadro é temerário. Embora haja dados do ISP que revelem que, em números, os cenários de 2016 e de 2015, por exemplo, tenham sido piores. A decisão pela intervenção federal no Rio não é técnica, tampouco jurídica. É política. Fosse técnica, haveria alguma mudança de atribuição das polícias. Fosse jurídica, haveria mudança nos quadros institucionais. (O que não significa, porém, que num segundo momento, numa radicalização da arbitrariedade, isso não possa ocorrer.) Há que se considerar, então, que existem interesses político-midiáticos muito profundo

Religião e espiritualidade

Aproximações e distanciamentos práticos e conceituais A espiritualidade está entre os componentes constitutivos da identidade humana. O que comumente é denominado espiritual não tem nada de abstrato, ao contrário, é parte integrante do capital de cada indivíduo e, concretamente, identifica a pessoa e a torna singular. Na história da espécie, o ponto de virada na linha evolutiva se deu, efetivamente, quando o mundo ordinário passou a ser compreendido sob o ponto de vista da imaginação, da fantasia, da transcendência. Parece equivocada a ideia de que imanência e transcendência são polos opostos e contraditórios, como se um fosse a negação do outro, ou sua diminuição. Qualquer extremo na visão

Intervenção federal no Rio: manobra de profissionais

Não há dúvidas de que a situação da segurança pública no Brasil (no Rio, em particular) é gravíssima. Aliás, a situação é de insegurança; o quadro é temerário. Embora haja dados do ISP que revelem que, em números, os cenários de 2016 e de 2015, por exemplo, tenham sido piores. A decisão pela intervenção federal no Rio não é técnica, tampouco jurídica. É política. Fosse técnica, haveria alguma mudança de atribuição das polícias. Fosse jurídica, haveria mudança nos quadros institucionais. (O que não significa, porém, que num segundo momento, numa radicalização da arbitrariedade, isso não possa ocorrer.) Há que se considerar, então, que existem interesses político-midiáticos muito profundos

Carnaval & Cinzas

Sobre o necessário (des)equilíbrio entre a abundância da festa e a finitude das cinzas. O Carnaval tem origens muito remotas e difusas. Na tradição cristã, só faz sentido se for efetivamente seguido das cinzas da quarta feira. Carnaval significava "festa da carne" e era – por incrível que possa parecer diante do que se tornou o negócio carnaval hoje em dia – uma festa religiosa. Às vésperas da Quaresma, por conta dos quarenta dias de abstinência que se seguiriam, os cristãos fartavam-se de “carne” entre o domingo e a terça-feira. Na quarta, revestiam-se de cinzas, evocando que “do pó viemos e para o pó retornaremos”. Celebravam, a partir de então, o sofrimento, a tortura e a morte de Jes

Criminalizar, Desacreditar e Lucrar

Qualquer cidadão preocupado com os destinos de sua sociedade sabe que “combate à corrupção” e “combate aos privilégios”, na política e no judiciário, são temas relevantes, urgentes e necessários. Sabe que o Brasil é eivado de experiências de beneficiamento pessoal por conta dos cofres públicos. Não apenas financeiramente, mas também sob a perspectiva moral e ideológica. Mas há que se ponderar sobre a que interesses essa onda de “moralidade” atende. Há que se pensar sobre quem está, no atual cenário, ganhando com a criminalização da política e com o desencantamento da justiça? Há que se presumir, por óbvio, que não sejam nem políticos, nem juízes; muito menos “o povo” é efetivamente quem ganh

Ainda há carnaval?

O carnaval é uma festa de origens muito remotas: desde a Roma Antiga, passando pelas muitas influências europeias, até chegar ao Brasil e suas muitas e distintas expressões (Rio, Salvador, Recife etc). Basicamente, no Brasil, o carnaval simbolizava espontaneidade e resistência. No que diz respeito à cultura negra – e o samba em particular – o carnaval brasileiro foi uma poderosa manifestação espontânea de relativização do poder e da força. A fantasia de carnaval e a irreverência da folia representam, talvez, a mais genuína expressão de crítica social no Brasil. Mas, como tudo, há instrumentalização o tempo todo no carnaval: seja para ludibriar e torná-lo como ópio que aliena; seja para fazê-

OS DRAMAS HUMANOS E AS FAKE NEWS

Semana passada, tivemos uma notícia muito triste em Nova Friburgo. Num acidente de carro, mãe e filha faleceram; o pai foi hospitalizado depois de horas preso nas ferragens. Esses episódios inesperados e tristes acabam por nos fazer pensar sobre a vida e seu sentido. Para uns, em determinadas situações, a dor é de tal forma absurda que a reação é de desesperança e revolta. Para outros, pode ser um impulso de reflexão sobre o sentido da vida. Pode, inclusive, ser energia para reorientar a caminhada. Mas há uma reflexão que sempre emerge a proposto do uso das redes sociais: como usamos esses espaços virtuais e essas ferramentas? Afinal, nunca tivemos tanta informação disponível em tão curto es

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