Você sabia que Nova Friburgo é a única cidade do Brasil que tem escolas de Pedagogia Waldorf na sua

Você sabia que Nova Friburgo é a única cidade do Brasil que tem escolas de Pedagogia Waldorf na sua rede pública? Pois é ... mas isso pode acabar. :::::::::: Uma sociedade se distingue por sua “escola”. Quanto mais atento à educação de sua crianças e jovens é um grupo social, mais chances tem de avançar em todos os aspectos que efetivamente importam. Nova Friburgo tem uma tradição invejável em Educação. Desde o século XIX, a cidade mescla iniciativas confessionais, privadas e públicas. Muitos (e muito bons) são os exemplos de escolas e educadores que tornaram a cidade bem posicionada nesse quesito. Fazer a lista seria correr muito risco de deixar de citar tanta e tanta gente atenta e dedicad

Em quem você vai votar?

Você tem alguma esperança para 2018? E para 2020? Diante dos últimos ‘escândalos’ políticos, há muito falatório sobre ‘renovação’. Há uma unanimidade quanto aos desafios que nos esperam nas eleições de 2018. Mas há problemas: Primeiro porque o sistema político-eleitoral brasileiro é desenhado para perpetuar personagens. Por mais que se queira, é difícil furar o bloqueio. E esses personagens representam mais do que grandes cooperações intencionam do que o que eles próprios pensam. Ainda vivemos sob o coronelismo. Segundo porque não há cultura de participação política no país. A gente gosta de falar mal e se indignar nas horas dos escândalos. Aliás, escândalos cuidadosamente esculpidos p

Gentileza: aprendendo sobre ser gente

O Profeta Gentileza, que se tornou conhecido por fazer inscrições sob viadutos da zona portuária do Rio, por onde andava com túnica branca e longa barba, tinha na máxima "Gentileza gera gentileza" sua frase mais conhecida e sua meta de vida. Ele tinha razão: na vida de paredes cinzas, gente correndo e de semblantes cabisbaixos, gentileza pode ser um sopro de vida e de boas energias. Mas nem sempre é tão simples: num mundo tão machucado pela impaciência e pela intolerância, os gestos de amabilidade nem sempre são respondidos na mesma moeda. Gentileza, além disso, é também bem mais que apenas “bons modos”. Às vezes, aliás, por trás de boas maneiras e palavras adocicadas, há interesses escusos

200 anos: uma história (inclusive) de escravidão

Há quem pense que os 200 anos de Friburgo sejam somente festa. Há quem pense que seja apenas memória construída sobre o mito da Suíça brasileira. E há ainda quem ache que não tem a ver com política. Do ponto de vista historiográfico, a data de 16 de maio de 1818 é apenas a assinatura de um Decreto para imigração de famílias oriundas da Europa (Suíça) para a Fazenda do Morro Queimado. Já havia gente por aqui (aliás, muita gente: uma multidão de pessoas negras escravizadas, por exemplo, habitava a região). Contar a história a partir exclusivamente dos suíços, além de errado, é negligenciar a memória e as raízes. No fundo, sejamos sinceros, destacar 1818 é uma opção ideológica. Uma escolha que

ESCUTATÓRIA

A rede social, em tese, é espaço de pluralidade. Embora a tendência seja a do reforço dos discursos convergentes (por conta dos likes que damos ou deixamos de dar), a rede proporciona algum encontro com a diversidade de ideias e com a pluralidade de posicionamentos. E isso é muito positivo. O desafio que se coloca – para quem deseja transitar por aqui com mais leveza mas sem deixar de ter opinião e firmeza de ideias – é cultivar respeito, tolerância e uma boa dose de “escutatória” (ouvir e prestar atenção). A questão não é concordar ou discordar. Mas dialogar e aprender conjuntamente. Falar como quem deseja se colocar – sem necessariamente querer catequisar. Ouvir como quem apreende

A opressão do sucesso

Há um "discurso de sucesso" se proliferando em vários espaços: nas empresas, nas igrejas, nas escolas e nas famílias. Há, mais que isso, uma exigência pelo sucesso. Uma ideia estranha de que a vida só faz sentido se for plena de êxito, de realizações e de glórias. É um mantra que vive repetindo: "Tudo com o que você sonhar você poderá realizar. E você deve sonhar alto. Você pode ser rico, ser bem-sucedido, passar no vestibular, ser abençoado e ser sempre muito feliz." E é claro que cada receita de felicidade tem mil e uma estratégias. Há treinadores e mentores especializados nos detalhes dessa empreitada. São como que inspiradores por meio dos quais as pessoas se preparam para vencer na

200 anos

Do ponto de vista historiográfico, a data de 16 de maio de 1818 é apenas a assinatura de um Decreto para imigração de famílias oriundas da Europa (Suíça) para a Fazenda do Morro Queimado. Já havia gente por aqui (aliás, muita gente: uma multidão de pessoas negras escravizadas, por exemplo, habitavam a região). Contar a história a partir dos suíços, além de errado, é negligenciar a memória e as raízes. Destacar 1818 é uma opção ideológica. Embranquecer e elitizar a história. Mesmo que os suíços tenham sido muito pobres (e foram mesmo), a imagem que se passa é a da cultura (superior!) europeia. Reforçar os suíços e esconder (além da escravidão) outras contribuições ulteriores (italianos, alemã

Sobre sair e voltar

Escrevi diversas vezes sobre a inquietude que mora dentro de cada pessoa. Somos uma espécie incomodada e desalojada. A sensação que nos consome todos os dias é que estamos sempre em busca de algo perdido ou de alguma coisa que nos ultrapassa. A transcendência, por assim dizer, é o pão nosso de cada dia. Por isso, gostamos tanto de viajar! Viajamos porque desejamos sair de casa; porque ansiamos deixar para trás um universo de comodidades e lugares conhecidos; porque nos cansamos facilmente com o cotidiano e sua entediante rotina. O primeiro movimento do viajante é sair. Viajamos, também, porque aspiramos por novidade; porque nos toca desde dentro a sanha pelo desconhecido; porque nos cativa

Sobre a morte e o morrer

A morte é um tema sobre o qual há muita resistência em se discutir. É, por outro lado, uma realidade sobre a qual não há o que se discutir. Todos morremos. A questão é como nos relacionamos com isso. Está claro que a natureza nos dá fatos e, nos distinguimos dos demais animais, mais do que por consciência, pela capacidade de outorgarmos sentido novo e original para os fatos. No caso da morte, mais do que saber de sua inevitabilidade, ousamos significá-la de modo que habite com um mínimo de conveniência nossos sistemas de pensamento, de valores e de atitudes. Em outras palavras, é porque encaramos a morte e sua inevitabilidade que optamos por assumi-la como uma espécie de companheira de viage

M(orte)

Morrem-se múltiplas mortes. Morte mutilada, maltrapilha, medíocre. Morte matada. Morte morrida mesmo. Muitos morrem moribundos. Moleques, mucamas, menestréis, ministros morrem. Morte mínima. Morte máxima. Mística. Mítica. Minerva. Muitas mortes mascaram milagres. Misturam minúcias modestas. Mesclam memórias monumentais, mínimos mimos. Moços, mascates, migrantes. Manobram mérito, mercê Matreiros. Mania, mesquinharia, malevolência. Matam. Morrem. Mortificam. Murmuram. Mortes manejam medo. Monopolizam mágicas. Maldizem mesmices. Maximizam matizes. Ministram manhas. Mitigam miudezas. Mortes mórbidas. Mortes multifacetadas. Morte. Método. Mercado. Mortes monótonas,

Sobre ética e caráter

"Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar." (Bauman) O tempo que chamamos hoje é marcado pela fluidez de certezas e conceitos. Questões antes tidas como certas e bem definidas passam por reconsiderações profundas. A isso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman denominou modernidade líquida. Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. São, por assim dizer, incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. Adequam-se aos recipientes em que estão e, se não há recipientes, não conseguem forma definida, esparramam-se pela superfície sem qualquer direcionamento ou lógica. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda muito rapidamente. Nada parece ser feito para durar, para ser “sól

+55 22 9 9996 1119

SIGA NAS REDES SOCIAIS
  • Facebook - White Circle
  • Branco Ícone Google+
  • White LinkedIn Icon
  • White Twitter Icon
  • White YouTube Icon
  • White Instagram Icon
  • White SoundCloud Icon
© 2017-2018 Ricardo Lengruber - Rio de Janeiro - Brasil
SITE SEGURO